Review e montagem de kit: Revell Handley Page Victor – 1:72

Texto: Mairton Melo
Montagem: Leonardo Lott

Enquanto EUA e URSS disputavam quem tinha o maior porrete, França e Inglaterra orbitavam ali pelo cenário europeu como gatinhos rugindo feito leão. Embora suas forças não se comparassem em número e vetores as duas grandes super potência, ainda assim possuíam meios próprios e independentes de se defender e realizar ataques (contra quem quer que fosse). No frenesi do anos 50 e dos muitos aviões que nasceram e morreram nessa década, eis que surge o Victor, projetado e construído nos hangares da Handley Page, seu objetivo era garantir ao Reino Unido um meio de dissuasão nuclear, capaz de atingir alvos dentro dos países do Pacto de Varsóvia e retornar vivo (mas talvez não inteiro rsrs).

O kit de hoje é da Revell alemã em escala 1/72. O molde é do comecinho dos anos 1980, sendo apresentado em alto relevo e, a uma primeira vista, sem grandes atrativos =/ Porém, como por aqui nós não dispensamos kits e não temos frescuras ao montar, Leonardo encarou o desafio!

Para referência e inspiração, Leonardo consultou a Aviões de Guerra, excelente coleção de revistas dos anos 80 que trazia em grandes detalhes não só desenhos, como também fotos e dados técnicos, diagramas e muito mais sobre dezenas de aviões! Para essa montagem, foi escolhida a versão avião-cisterna original do kit, com a pintura dessa última imagem acima.

Decidido o que seria feito, os trabalhos começaram primeiro com uma checagem geral das peças e depois com a montagem da cabine da tripulação.

Embora as peças da cabine fossem bem lisas por assim dizer (sem detalhes ou apetrechos), Leonardo pintou as peças e criou elementos de modo a enriquecer o interior do avião. A montagem seguiu para os motores, asas, lemes e profundores:

Após essa parte, veio a vez dos freios aerodinâmicos. Em relação a esse conjunto, é notável como ele é bem mais rico e elaborado que o resto do kit. Optou-se inclusive por deixá-lo aberto, de modo a enaltecer ainda mais essas características:

Feito isso, a fuselagem foi terminada e alguns reparos realizados para nivelar o kit (utilizando cera quente), uma raspagem aqui outra acolá e… os trabalhos de pintura iniciaram.

A pintura exigiu não só atenção como muuuuuuuuuuito trabalho, afinal de contas, além do kit ser enorme a pintura foi toda realizada na base do pincel; apesar disso essa não foi a parte mais trabalhosa e sim a aplicação dos decais. A folha possui mais de 100 decais a ser aplicado em toda a superfície do avião, a maioria na parte inferior; soma-se ao desafio o fato dos decais serem pequenos (vários são marcações e símbolos de serviços).

Por fim, para dar uma enaltecida nas linhas do avião, Leonardo aplicou drygraph sobre as linhas em alto relevo (quem disse que kit em alto relevo é ruim???), isso fez com que o kit ganhasse uma vivacidade fora do normal já que, além das linhas, a cor predominante do avião destaca qualquer tom mais escuro como o grafite. O resultado final vocês conferem abaixo:

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