Review e montagem de kit: Italeri Mirage 2000-D 1:72

O Mirage é de longe um dos caças mais lembrados, queridos e amados pelo brasileiro. Não é a toa, quando foram comprados e chegaram aqui nos anos 70, esse avião em sua versão Mirage III, era matéria frequente de revistas, jornais e TV. Sua beleza, velocidade e fama internacional contribuíam enormemente para a popularidade do avião no Brasil, havendo várias apresentações deste pela FAB em todo o país.

Quando foram substituídos pelo Mirage 2000 a maioria, ainda hoje, não percebe que se trata de um avião completamente diferente. O Mirage 2000 foi um misto de retorno às origens com a evolução da eletrônica, uma vez que o sucessor espiritual do Mirage III acabou sendo o Mirage F1.

Para a França, o Mirage 2000 representa a ponta de lança para as principais operações de ataque e defesa no continente em uma eventual guerra; sendo assim o avião foi projetado e preparado para realizar toda sorte de missões possíveis (interdição, superioridade aérea, ataque nuclear e convencional, entre outros). O Mirage 2000-D por exemplo, é destinado a missões de ataque convencional ou até mesmo nuclear (sendo neste ultimo chamado de Mirage 2000-N).

Toy Hobby - Mirage 2000 D (1)

A montagem e review deste post é baseado na montagem do kit Italeri Mirage 2000-D 1:72, feita pelo nosso amigo Leonardo Lott. Sou suspeito para falar desse kit, pois já montei um desses e simplesmente adorei. O Mirage querendo ou não, é uma avião muito simples e seus kits acompanham essa característica, porém esse modelo da Italeri acerta em cheio no capricho e riqueza de detalhes em todas as partes do avião.

A montagem é portanto, extremamente simples e segue a receita cockpit – dorso – asas. Começando pelo cockpit, Leonardo deu uma caprichada nas cores, realçando os detalhes dos assentos e dos painéis de instrumentos:

Alguns ajustes finos são necessários na fuselagem, coisa já esperada e simples de se resolver. Leonardo utilizou cera para tapar algumas imperfeições e nivelar as emendas do dorso e das asas:

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O pulo do gato na utilização de cera é a necessidade de cobrir ela com alguma tinta que apague o brilho natural dela. Leonardo costuma usar uma leve pincelada de prata sobre a cera, fazendo assim com que, no resultado final, fique imperceptível qualquer vestígio dela.

Feito os ajustes, o nosso amigo começou a pintura do avião. A camuflagem escolhida foi a utilizada em uma edição do Red Flag ocorrida no deserto. Ele começou pintando o inferior do avião em cinza claro, em cima aplicou uma camada de areia e já foi treinando o esquema de camuflagem nos tanques de combustível:

Após a pintura inicial, foi aplicado o dry-graph com grafite 0.5 e 0.2 e o apoio de uma borracha para apagar os excessos. Como a pintura é clara, o efeito de sujeira na fuselagem ficou bastante destacado, além disso, Leonardo aproveitou para desenhar as marcações para a camuflagem:

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O set de armas não poderia ser outro senão um dedicado a missão de ataque. Nesse kit as armas que o acompanham são um conjunto de misseis ar-ar e ar-terra guiados a laser, sendo que também vem um designador de alvos. Porém, nesse caso, Leonardo quis utilizar um set de bombas de queda livre, misseis e tanque de combustível, aproveitados de um Mirage 2000C também da Italeri:

Armamento pronto, chegou a hora de colocar o avião de pé, terminar a camuflagem e retocar os efeitos com dry-graph:

E voilà! Le Mirage es fini:

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